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LE TRIOMPHE DU 19 OCTOBRE DOIT RESTER UNE DATE MÉMORABLE DANS L’HISTOIRE DE L’AÉRONAUTIQUE
Manchete de capa da revista La Nature
A fama não alterou a maneira simples e amável do brasileiro Alberto Santos-Dumont. Tanto que, para satisfazer a insaciável curiosidade popular, permitia ser fotografado na rua, na sua oficina, nos restaurantes, nos teatros ou voando pelo céu. Dessa forma tornou-se tão querido na França que um ditado popular dizia que o parisiense ama sua família, sobretudo. Se sobrar amor para outra pessoa, em geral ele escolhe le Petit Santô.
A imprensa divulga o resultado do Prêmio
Deutsche com ênfase, projetando mais ainda a figura de Alberto Santos-Dumont
entre as celebridades internacionais do início do século XX. Nas lojas aparecem
cartões postais, bebelots e outros
objetos de recordações estampados com imagens do inventor e seus incríveis
balões no céu ou em terra. Cartas e telegramas de fãs e admiradores em várias
partes do mundo.
Thomas
Edison, cientista norte-americano, fascinado com o feito de Alberto
Santos-Dumont declara ser o brasileiro grande
gênio da ciência que domou o balão no ar.
O ficcionista Júlio Verne, num artigo,
assinala: ...a dirigibilidade de um balão
no ar joga sobre a ciência aeronáutica uma luz para a posteridade. Do inspetor de academia, pintor e escritor Gustave Impétraz recebeu um telegrama com a seguinte mensagem: ...
A imaginação não conhece limites.
Liberdade é infinito.
Do Brasil recebe milhares de mensagens de figuras importantes
e também de gente do povo. Entre eles, de Rui Barbosa, que dizia: ... Bravo Brasileiro, o inquestionável
conquistador dos ares. Outro, de Machado de Assis: ... O céu também rende homenagens ao Brasil, por
conta de um gênio brasileiro que desafiou e venceu a mágica do voo dirigido.
Do presidente do Estado de Minas Gerais, Francisco Silviano de
Almeida Brandão: ... Chegou o dia em que
o espaço aéreo cedeu espaço para uma moderna máquina voadora, inventada por um
brasileiro. Efusivas congratulações de nosso povo, especialmente, do solo em
que ‘nasceste’: Minas Gerais.
De Joaquim Nabuco, embaixador do Brasil em Washington:
... La Gloire!... Meu orgulho de ser brasileiro tomou proporções
incalculáveis ao saber que outro brasileiro conquistou os céus de Paris. Do historiador sergipano Manoel Bonfim:
... Eu estava lá. Pois bem, sejamos
utopistas, contanto que trabalharemos. Do jornalista Lima Barreto: ... Obrigado pela máquina voadora que você
inventou. Com certeza vai mudar os rumos da comunicação no planeta.
Do colega balonista Augusto Severo: ... Daqui do Brasil, torcemos como ninguém para
o amigo vencer o Deutsche. Do
cartunista Ângelo Agustine: ... Mama,
mia!... O Zé Caipora quase sofreu um treco de tanta emoção ao saber que o
ilustre amigo faturou o ‘Prêmio Deutsche’. Uno! Uno! Do marechal Cândido
Mariano da Silva Rondon: ... Positivistamente
um feito magnífico desbravando a linha do céu – Ass. Comissão Rondon.
Da Condessa D’Eu, ex-Princesa Imperial Regente no Brasil: ... Todos nós brasileiros ganhamos com sua
vitória. Muito do coração, Isabel. A colônia brasileira, em Paris, ofereceu
ao inventor uma medalha com dizeres parodiando Camões: Por céus nunca dantes navegados.
O governo brasileiro,
representado pelo presidente da república, Manuel Ferraz de Campos Salles,
aufere uma medalha de outro e a quantia de 100 mil contos de reis a
Santos-Dumont, pela conquista do Prêmio Deutsche. No mesmo ano, o Aeroclube de Londres confere
ao piloto o título de Primeiro Membro Honorário da associação.
Prosseguindo os festejos e
congratulações pela conquista do grande prêmio, em 22 de novembro de 1901
Santos-Dumont desembarca em Londres como convidado especial para a estreia do
filme Biography, no Palace Theatre, que registrava cenas de
suas ascensões em balões dirigíveis.
Na metrópole europeia, desde a
chegada no navio Victoria Station, o
cientista passou a cumprir uma agenda
marcada por visitas a diversos locais públicos - por toda parte em que passava
era festejado, triunfalmente, pelo público londrino.
Durante a visita, participa de uma cerimônia no Parque de Aerostação de
Exército Inglês, em Aldershot. No mesmo dia, à noite, volta a Londres para um banquete
no Carlton Hotel, promovido em sua homenagem, pelo empresário Mr. Tenant.
Em fins de dezembro, Alberto
Santos-Dumont visita Júlio Verne (1828/1905), em Amiens, onde vivia o escritor.
Verne, entusiasmado com a presença de Santos-Dumont, segrega a ele que sua
literatura tomou rumos espaciais após conhecer o professor Félix Nadar, um
cientista interessado em navegação aérea e balonismo.
* FBN© - 2013 - LE TRIOMPHE DU 19 OCTOBRE DOIT RESTER
UNE DATE MÉMORABLE DANS L’HISTOIRE DE L’AÉRONAUTIQUE – Cap. 16
de SANTOS-DUMONT. A FORÇA DE UM SONHO – Gênero: Biografia Enovelada – Autor:
Welington Almeida Pinto - Categoria: Prosa Infanto-Juvenil – Texto original em
português - IIustr.: Imagens da Internet - Link: http://albertosantos-dumont.blogspot.com.br/2008/09/repercusso-da-vitria.html
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