21.9.08

* 16/XVI - LE TRIOMPHE DU 19 OCTOBRE

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 LE TRIOMPHE DU 19 OCTOBRE DOIT RESTER UNE DATE MÉMORABLE DANS L’HISTOIRE DE L’AÉRONAUTIQUE
Manchete de capa da revista La Nature




A fama não alterou a maneira simples e amável do brasileiro Alberto Santos-Dumont. Tanto que, para satisfazer a insaciável curiosidade popular, permitia ser fotografado na rua, na sua oficina, nos restaurantes, nos teatros ou voando pelo céu. Dessa forma tornou-se tão querido na França que um ditado popular dizia que o parisiense ama sua família, sobretudo. Se sobrar amor para outra pessoa, em geral ele escolhe le Petit Santô.
 
 

A imprensa divulga o resultado do Prêmio Deutsche com ênfase, projetando mais ainda a figura de Alberto Santos-Dumont entre as celebridades internacionais do início do século XX. Nas lojas aparecem cartões postais, bebelots e outros objetos de recordações estampados com imagens do inventor e seus incríveis balões no céu ou em terra. Cartas e telegramas de fãs e admiradores em várias partes do mundo.
 Thomas Edison, cientista norte-americano, fascinado com o feito de Alberto Santos-Dumont declara ser o brasileiro grande gênio da ciência que domou o balão no ar.
O ficcionista Júlio Verne, num artigo, assinala: ...a dirigibilidade de um balão no ar joga sobre a ciência aeronáutica uma luz para a posteridade. Do inspetor de academia, pintor e escritor Gustave Impétraz recebeu um telegrama com a seguinte mensagem: ... A imaginação não conhece limites. Liberdade é infinito.
Do Brasil recebe milhares de mensagens de figuras importantes e também de gente do povo. Entre eles, de Rui Barbosa, que dizia: ... Bravo Brasileiro, o inquestionável conquistador dos ares. Outro, de Machado de Assis: ... O céu também rende homenagens ao Brasil, por conta de um gênio brasileiro que desafiou e venceu a mágica do voo dirigido.
 Do presidente do Estado de Minas Gerais, Francisco Silviano de Almeida Brandão: ... Chegou o dia em que o espaço aéreo cedeu espaço para uma moderna máquina voadora, inventada por um brasileiro. Efusivas congratulações de nosso povo, especialmente, do solo em que ‘nasceste’: Minas Gerais.
De Joaquim Nabuco, embaixador do Brasil em Washington: ... La Gloire!... Meu orgulho de ser brasileiro tomou proporções incalculáveis ao saber que outro brasileiro conquistou os céus de Paris. Do historiador sergipano Manoel Bonfim: ... Eu estava lá. Pois bem, sejamos utopistas, contanto que trabalharemos. Do jornalista Lima Barreto: ... Obrigado pela máquina voadora que você inventou. Com certeza vai mudar os rumos da comunicação no planeta.
Do colega balonista Augusto Severo: ... Daqui do Brasil, torcemos como ninguém para o amigo vencer o Deutsche.  Do cartunista Ângelo Agustine: ... Mama, mia!... O Zé Caipora quase sofreu um treco de tanta emoção ao saber que o ilustre amigo faturou o ‘Prêmio Deutsche’. Uno! Uno! Do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon: ... Positivistamente um feito magnífico desbravando a linha do céu – Ass. Comissão Rondon.
Da Condessa D’Eu, ex-Princesa Imperial Regente no Brasil: ... Todos nós brasileiros ganhamos com sua vitória. Muito do coração, Isabel. A colônia brasileira, em Paris, ofereceu ao inventor uma medalha com dizeres parodiando Camões: Por céus nunca dantes navegados.
               O governo brasileiro, representado pelo presidente da república, Manuel Ferraz de Campos Salles, aufere uma medalha de outro e a quantia de 100 mil contos de reis a Santos-Dumont, pela conquista do Prêmio Deutsche.  No mesmo ano, o Aeroclube de Londres confere ao piloto o título de Primeiro Membro Honorário da associação.
               Prosseguindo os festejos e congratulações pela conquista do grande prêmio, em 22 de novembro de 1901 Santos-Dumont desembarca em Londres como convidado especial para a estreia do filme Biography, no Palace Theatre, que registrava cenas de suas ascensões em balões dirigíveis.
               Na metrópole europeia, desde a chegada no navio Victoria Station, o cientista passou a cumprir uma agenda marcada por visitas a diversos locais públicos - por toda parte em que passava era festejado, triunfalmente, pelo público londrino.
   Durante a visita, participa de uma cerimônia no Parque de Aerostação de Exército Inglês, em Aldershot. No mesmo dia, à noite, volta a Londres para um banquete no Carlton Hotel, promovido em sua homenagem, pelo empresário Mr. Tenant.
               Em fins de dezembro, Alberto Santos-Dumont visita Júlio Verne (1828/1905), em Amiens, onde vivia o escritor. Verne, entusiasmado com a presença de Santos-Dumont, segrega a ele que sua literatura tomou rumos espaciais após conhecer o professor Félix Nadar, um cientista interessado em navegação aérea e balonismo.
 
 
* FBN© - 2013 - LE TRIOMPHE DU 19 OCTOBRE DOIT RESTER UNE DATE MÉMORABLE DANS L’HISTOIRE DE L’AÉRONAUTIQUE – Cap. 16 de SANTOS-DUMONT. A FORÇA DE UM SONHO – Gênero: Biografia Enovelada – Autor: Welington Almeida Pinto - Categoria: Prosa Infanto-Juvenil – Texto original em português - IIustr.: Imagens da Internet  - Link: http://albertosantos-dumont.blogspot.com.br/2008/09/repercusso-da-vitria.html
 
 
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