21.9.08

* VOLE, VOLE, VOLE!... SANTOS-DUMONT, EN AEROPLANE.

*
              Santos Dumont Documentary
You Tube



Muitos homens tentaram de tudo para voar.
Alberto Santos-Dumont fez melhor: deu asas a um sonho.


O desejo de voar sempre mexeu com o imaginário dos homens. No Século V, apareceu o primeiro artefato voador: a pipa. No século XVI, Leonardo da Vinci projetou vários equipamentos aeronáuticos. Entre eles, os adaptadores de asas ao corpo humano, o paraquedas, a hélice e o protótipo de um helicóptero.

Mas, foi no dia 23 de outubro de 1906 que o sonho se realizou e se transformou em uma realidade tecnológica. O brasileiro Alberto Santos-Dumont, a bordo do aeroplano 14-Bis, decola, voa e aterrissa com sucesso nos campos de Bagatelle, em Paris.

Aclamado pelo mundo como Pai da Aviação, Santos-Dumont torna-se um dos maiores cientistas de todos os tempos, inspirando cidades do mundo inteiro a batizar ruas, avenidas ou praças com seu nome, rendendo homenagens ao aerocriador que deu asas aos homens e colocou o Brasil no pódio permanente da ciência universal. 


Sábio incontido, Alberto Santos-Dumont não conheceu limites para suas criações. Pensando no céu como seu local de trabalho, logo se tornou figura indissociável da história de uma cidade como Paris nos princípios do século XX, quando respirava a revolução industrial, estética e de costumes.



Nosso trabalho resgata na memória do povo brasileiro o orgulho de ter como compatriota o cidadão Alberto Santos-Dumont, visionário que cultivava virtudes de cientista, designer, estilista, astrônomo, patriota, humanista, escritor, fazendeiro e inventor dessa máquina tão extraordinária que, não há criança ou adulto, que olha para o céu surpresa, quando passa uma aeronave que não se fascina.


Amparado em rica pesquisa sobre a vida e obra do inventor, nosso trabalho não se resume a uma compilação literária do que foi escrito sobre o Pai da Aviação. Enovelamos acontecimentos diversos na existência do mineiro de Cabangu, desde seus primeiros anos de vida na zona rural até os impactos de sua presença no cotidiano de uma cidade como Paris, que há séculos fascina a todos usufruem do seus dia a dia.


Nenhum cientista até hoje foi tão ilustre e festejado em sua própria época, quanto o brasileiro Alberto Santos-Dumont. Sem dúvida, ele é um dos maiores gênios que humanidade produziu, ao lado de Da Vinci e Thomas Edison, em todos os tempos.


 

 

Welington Almeida Pinto

 

*Alberto Santos-Dumont nasceu numa cidadezinha mineira de nome Palmira. Ainda garoto, mudou-se com os pais para a zona rural de Ribeirão Preto, em São Paulo, onde passou a infância e a adolescência. Ao completar 18 anos, decidiu aquilo que queria fazer da vida: voar.

Logo se mudou para Paris e deu início aos estudos para concretizar os sonhos de navegar pelos ares da cidade.

Preocupado em registrar cada passo de suas experiências de voo resolveu documentar sua trajetória através da fotografia - outra novidade tecnológica que entusiasmava os novos tempos. Entre 1896 e 1909, contratou profissionais para registrar vários aspectos de seu processo criativo, inclusive nos bastidores do oficio de piloto e inventor, com a tarefa de perpetuar a sua obra através de imagens por todos os tempos.