21.9.08

21/XXI - SANTOS-DUMONT APRESENTA BALÕES CADA VEZ MAIS AVANÇADOS.

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Jean Manzon
 


YouTube - Documentário produzido pela FAB - Força Aérea Brasileira
 

A preocupação Alberto Santos-Dumont era construir balões sempre mais modernos
 e com melhor desempenho no ar. Assim, um após outro, as aeronaves se sucederam como numa película, mostrando a ousadia e a sabedoria do inventor brasileiro.
 
 
 



Alberto Santos-Dumont trabalhava para aperfeiçoar cada vez mais seus balões. Em 29 de janeiro de 1902, voa com SD-6, em Monte Carlo, a convite do príncipe Dino, que havia construído no boulevard La Condanine um aeródromo e um hangar para balões. 

Voltando à França o brasileiro constrói o SD-7, uma máquina para corridas, conforme ele mesmo descreveu:

- O Número 7, que eu chamo de minha aeronave de corrida, o reservo para as provas importantes, pois só as despesas de seu enchimento com hidrogênio elevam-se a mais de 3.000 francos. É verdade que uma vez cheia, posso guardá-la durante um mês, com uma despesa diária de 50 francos para a substituição do hidrogênio, que me faz perder, em cada 24 horas, o jogo das condensações e dilatações. Sua capacidade de gás, que é de 1.257 metros cúbicos, dá-lhe duas vezes a força ascensorial do número 6, ganhador do ‘Prêmio Deutsch’. E tal é o peso necessário do seu motor de 60 cavalos, de 4 cilindros e resfriamento a água, tal também é o peso proporcional da maquinaria, que não precisarei tomar, com este modelo, mais lastro do que se exigia do SD-6. Enfim, o SD-7 está mais tecnológico.

Dias mais tarde, em 10 de abril de 1902, o passageiro mais importante que desembarcou do ‘Vapor Deutchland’, na cidade de Nova Iorque, com a aba do chapéu de feltro presa à mão esquerda, terno cinza escuro com riscas claras, camisa de colarinho duro e alto, era Alberto Santos-Dumont, que foi cerimoniosamente recebido por um grupo de cientistas norte-americanos e admiradores. Entre eles, Tomás Edison.

         Depois de mais de uma semana de compromissos oficiais na cidade, Santos-Dumont viaja para Saint Louis a convite da comissão de festas das ‘Comemorações do Centenário da aquisição do Estado de Louisiana’ para participar de uma corrida de dirigíveis. O que não aconteceu. Seu SD-7 foi vandalizado numa ação criminosa de sabotadores que o deixou inutilizado.

De volta à França, num exercício de estilo e investigação o inventor retoma seus trabalhos na  de Saint-Cloud. Descarta a possibilidade de construir o SD-8 por superstição, devido ao acidente com o SD-5 no dia 8 de agosto de 1900. A partir daí, começa os estudos e a construção do SD-9, amparado por um projeto de concepção mais avançado: aeronave menor, mais leve e muito ágil. Ao apresentar o novo balão ao corpo técnico do Aeroclube da França, o inventor revela:

- Foi assim que construí o número 9, o menor dos dirigíveis possíveis, e apesar de tudo, muito prático. A princípio, a capacidade do meu balão não era senão de 220 metros cúbicos, e eu só podia carregar a quantidade de lastro inferior a 30 quilos. Voei nele nestas condições durante semanas. Até que elevei essa capacidade a 261 metros cúbicos - o balão número 6, herói do ‘Prêmio Deutsch’, cubava quase 3 vezes esse número (...). Como já disse, meu motor Clément, de 3 cavalos, pesa 12 quilos. Não se pode esperar grande velocidade de semelhante máquina: minha valente Balladeuse, não obstante, não me fornece menos, de 20 a 30 quilômetros por hora, sobre o Bosque, apesar de sua forma oval, que parecia não a predispor para fender o ar.

           Para registrar um capítulo de uma história de amor ao balonismo, Santos-Dumont lança em Paris seu primeiro livro: Dans L'Air’ narrando suas experiências aéreas em balões para assegurar o percurso do balonismo através dos tempos. E justifica:

           - Tinha que escrever esse livro para colocar algo muito importante para fora, que é a emoção de sobrevoar Paris com minhas máquinas voadoras.

          O gênio alegre de Alberto Santos Dumont e o gosto pelo detalhe humorístico contribuíram para a rápida popularização de sua obra, que logo alcançou um bom espaço, principalmente, nas vitrines das livrarias de Paris.

 Na manhã de 7 de setembro de 1903, Santos-Dumont desembarca em terras brasileiras e encontra acolhida calorosa à sua pessoa ao som da canção: ‘A Europa curvou-se ante o Brasil’, do compositor Eduardo das Neves. Em outubro, depois de percorrer várias capitais do país e inaugurar obras em sua homenagem, visita Belo Horizonte, onde é recebido com as honras de um filho ilustre.

A festa de recepção na Capital Mineira começou na estação ferroviária com salvas de tiros, foguetes e banda de música. Depois, acompanhado pelo presidente do estado Francisco Salles e do seu tio, desembargador Torres Dumont, o cientista toma uma “Landau Inglesa”, carruagem do século 18, puxada por quatro cavalos brancos para desfilar pelas ruas da cidade.

A primeira parada foi na Avenida do Comércio, quando o Pai da Aviação descerrou a placa com o novo nome daquele logradouro público: Avenida Santos-Dumont. No dia seguinte, mais homenagens culminando com um grande baile no Automóvel Clube.

Em 03 de abril de 1904, o jornal ‘L’Officie’ publica o Decreto nomeando Alberto Santos-Dumont como Cavaleiro da Legião de Honra da França.

 

Alberto Santos-Dumont trabalhava para aperfeiçoar cada vez mais seus balões. Em 29 de janeiro de 1902, voa com SD-6, em Monte Carlo a convite do príncipe Dino, que havia construído na Boulevard La Condanine um aeródromo e um hangar para os balões.  

Voltando à França o brasileiro constrói o SD-7, uma máquina para corridas, conforme ele mesmo descreveu:

- O Número 7, que eu chamo de minha aeronave de corrida, o reservo para as provas importantes, pois só as despesas de seu enchimento com hidrogênio elevam-se a mais de 3.000 francos. É verdade que uma vez cheia, posso guardá-la durante um mês, com uma despesa diária de 50 francos para a substituição do hidrogênio, que me faz perder, em cada 24 horas, o jogo das condensações e dilatações. Sua capacidade de gás, que é de 1.257 metros cúbicos, dá-lhe duas vezes a força ascensorial do número 6, ganhador do Prêmio Deutsche. E tal é o peso necessário do seu motor de 60 cavalos, de 4 cilindros e resfriamento a água, tal também é o peso proporcional da maquinaria, que não precisarei tomar, com este modelo, mais lastro do que se exigia do SD-6. Enfim, o SD-7 está mais tecnológico.

Dias mais tarde, em 10 de abril de 1902, o passageiro mais ilustre que desembarcou do Vapor Deutchland, na cidade de Nova Iorque, com a aba do chapéu de feltro presa à mão esquerda, terno cinza escuro com riscas claras, camisa de colarinho duro e alto, foi Alberto Santos-Dumont, cerimoniosamente, recebido por um grupo de cientistas norte-americanos e admiradores. Entre eles, Tomás Edison.

            Depois de uma semana de compromissos oficiais na cidade, Santos-Dumont viaja para Saint Louis. A convite da comissão de festas das Comemorações do Centenário da Aquisição do Estado de Louisiana para participar de uma corrida histórica de dirigíveis. O que não aconteceu. Seu SD-7 foi vandalizado numa ação criminosa de sabotadores que o deixou inutilizado.

De volta à França, o inventor retoma seus trabalhos na Oficina de Saint-Cloud. Descarta a possibilidade de construir o SD-8 por superstição, devido ao acidente com o SD-5 no dia 8 de agosto de 1900. A partir daí, começa os estudos e a construção do SD-9, amparado por um projeto de concepção mais avançado. Imaginava criar uma aeronave menor, mais leve e muito ágil. Depois fabricado o balão e, terminada a fase de testes, Santos-Dumont fez uma apresentação no ar do novo aeróstato ao corpo técnico do Aeroclube da França, revelando:

- Foi assim que construí o número 9, o menor dos dirigíveis possíveis, e apesar de tudo, muito prático. A princípio, a capacidade do meu balão não era senão de 220 metros cúbicos, e eu só podia carregar a quantidade de lastro inferior a 30 quilos. Voei nele nestas condições durante semanas. Até que elevei essa capacidade a 261 metros cúbicos - o balão número 6, herói do Prêmio Deutsche, cubava quase 3 vezes esse número (...). Como já disse, meu motor Clément, de 3 cavalos, pesa 12 quilos. Não se pode esperar grande velocidade de semelhante máquina: minha valente Balladeuse, não obstante, não me fornece menos, de 20 a 30 quilômetros por hora, sobre o Bosque, apesar de sua forma oval, que parecia não a predispor para fender o ar.

           Para registrar mais um capítulo de uma história de amor ao balonismo, Santos-Dumont lança em Paris seu primeiro livro: Dans L'Air em que narra suas experiências aéreas balonísticas.

           - Tinha que escrever esse livro para colocar algo muito importante para fora, que é a emoção de sobrevoar Paris com minhas máquinas voadoras – justifica.

 Na manhã de 7 de setembro de 1903, Santos-Dumont desembarca em terras brasileiras e encontra acolhida calorosa à sua pessoa ao som da canção: A Europa curvou-se ante o Brasil, do compositor Eduardo das Neves. Em outubro, depois de percorrer várias capitais do país e inaugurar obras em sua homenagem, visita Belo Horizonte, onde foi recebido com as honras de um filho ilustre.

A festa de recepção na Capital Mineira começou na estação ferroviária com salvas de tiros de fuzil, foguetes e banda de música. Depois, acompanhado pelo presidente do estado Francisco Salles e do seu tio, desembargador Torres Dumont, o cientista toma uma Landau Inglesa, carruagem do século 18, puxada por quatro cavalos brancos para desfilar pelas ruas da cidade.

A primeira parada foi na Avenida do Comércio, quando o Pai da Aviação descerrou a placa com o novo nome daquele logradouro público: Avenida Santos-Dumont. No dia seguinte, mais homenagens culminando com um grande baile no Automóvel Clube.

Em 03 de abril de 1904, o jornal ‘L’Officie’ publica o Decreto nomeando Alberto Santos-Dumont como Cavaleiro da Legião de Honra da França.

 

 

* FBN© - 2013Santos-Dumont Apresenta Balões Cada vez mais Avançados – Cap. 21 de SANTOS-DUMONT. A FORÇA DE UM SONHO – Gênero: Biografia Enovelada – Autor: Welington Almeida Pinto - Categoria: Prosa Infanto-Juvenil – Texto original em português - IIustr.: Imagens da Internet  - Link: http://albertosantos-dumont.blogspot.com.br/2008/09/santos-dumont-apresenta-bales-cada-vez.html

 


 

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