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Jean Manzon
YouTube - Documentário produzido pela FAB - Força Aérea Brasileira
A preocupação Alberto Santos-Dumont era construir balões sempre mais modernos
e com melhor desempenho no ar. Assim, um após outro, as aeronaves se sucederam como numa película, mostrando a ousadia e a sabedoria do inventor brasileiro.
Alberto Santos-Dumont trabalhava para aperfeiçoar cada
vez mais seus balões. Em 29 de janeiro de 1902, voa com SD-6, em Monte Carlo, a
convite do príncipe Dino, que havia construído no boulevard La Condanine um aeródromo e um hangar para balões.
Voltando à França o brasileiro constrói o SD-7, uma
máquina para corridas, conforme ele mesmo descreveu:
- O Número 7, que
eu chamo de minha aeronave de corrida, o reservo para as provas importantes,
pois só as despesas de seu enchimento com hidrogênio elevam-se a mais de 3.000
francos. É verdade que uma vez cheia, posso guardá-la durante um mês, com uma
despesa diária de 50 francos para a substituição do hidrogênio, que me faz
perder, em cada 24 horas, o jogo das condensações e dilatações. Sua capacidade
de gás, que é de 1.257
metros cúbicos , dá-lhe duas vezes a força ascensorial do
número 6, ganhador do ‘Prêmio Deutsch’. E tal é o peso necessário do seu motor
de 60 cavalos, de 4 cilindros e resfriamento a água, tal também é o peso
proporcional da maquinaria, que não precisarei tomar, com este modelo, mais
lastro do que se exigia do SD-6. Enfim, o SD-7 está mais tecnológico.
Dias mais tarde, em 10 de abril de 1902,
o passageiro mais importante que desembarcou do ‘Vapor Deutchland’, na cidade
de Nova Iorque, com a aba do chapéu de feltro presa à mão esquerda, terno cinza
escuro com riscas claras, camisa de colarinho duro e alto, era Alberto
Santos-Dumont, que foi cerimoniosamente recebido por um grupo de cientistas
norte-americanos e admiradores. Entre eles, Tomás Edison.
Depois de mais de uma semana de
compromissos oficiais na cidade, Santos-Dumont viaja para Saint Louis a convite
da comissão de festas das ‘Comemorações do Centenário da aquisição do Estado de
Louisiana’ para participar de uma corrida de dirigíveis. O que não aconteceu.
Seu SD-7 foi vandalizado numa ação criminosa de sabotadores que o deixou
inutilizado.
De volta à França, num exercício de estilo e investigação
o inventor retoma seus trabalhos na de
Saint-Cloud. Descarta a possibilidade de construir o SD-8 por superstição,
devido ao acidente com o SD-5 no dia 8 de agosto de 1900. A partir daí, começa
os estudos e a construção do SD-9, amparado por um projeto de concepção mais
avançado: aeronave menor, mais leve e muito ágil. Ao apresentar o novo balão ao
corpo técnico do Aeroclube da França, o inventor revela:
- Foi assim que
construí o número 9, o menor dos dirigíveis
possíveis, e apesar de tudo, muito prático. A princípio, a capacidade do meu
balão não era senão de 220 metros cúbicos , e eu só podia carregar a
quantidade de lastro inferior a 30 quilos. Voei nele nestas condições durante
semanas. Até que elevei essa capacidade a 261 metros cúbicos - o balão número
6, herói do ‘Prêmio Deutsch’, cubava quase 3 vezes esse número (...). Como já
disse, meu motor Clément, de 3 cavalos, pesa 12 quilos. Não se pode esperar
grande velocidade de semelhante máquina: minha valente Balladeuse, não
obstante, não me fornece menos, de 20
a 30
quilômetros por hora, sobre o Bosque, apesar de sua
forma oval, que parecia não a predispor para fender o ar.
Para registrar um capítulo de uma
história de amor ao balonismo, Santos-Dumont lança em Paris seu primeiro livro:
Dans L'Air’ narrando suas experiências aéreas em balões para assegurar o
percurso do balonismo através dos tempos. E justifica:
- Tinha que escrever esse livro para colocar algo muito importante para
fora, que é a emoção de sobrevoar Paris com minhas máquinas voadoras.
O gênio alegre de Alberto Santos Dumont
e o gosto pelo detalhe humorístico contribuíram para a rápida popularização de
sua obra, que logo alcançou um bom espaço, principalmente, nas vitrines das
livrarias de Paris.
Na manhã de 7 de
setembro de 1903, Santos-Dumont desembarca em terras brasileiras e encontra
acolhida calorosa à sua pessoa ao som da canção: ‘A Europa curvou-se ante o
Brasil’, do compositor Eduardo das Neves. Em outubro, depois de percorrer
várias capitais do país e inaugurar obras em sua homenagem, visita Belo
Horizonte, onde é recebido com as honras de um filho ilustre.
A festa de recepção na Capital Mineira começou na estação
ferroviária com salvas de tiros, foguetes e banda de música. Depois, acompanhado
pelo presidente do estado Francisco Salles e do seu tio, desembargador Torres
Dumont, o cientista toma uma “Landau Inglesa”, carruagem do século 18, puxada
por quatro cavalos brancos para desfilar pelas ruas da cidade.
A primeira parada foi na Avenida do Comércio, quando o
Pai da Aviação descerrou a placa com o novo nome daquele logradouro público:
Avenida Santos-Dumont. No dia seguinte, mais homenagens culminando com um
grande baile no Automóvel Clube.
Em 03 de abril de 1904, o jornal
‘L’Officie’ publica o Decreto nomeando Alberto Santos-Dumont como Cavaleiro da
Legião de Honra da França.
Alberto
Santos-Dumont trabalhava para aperfeiçoar cada vez mais seus balões. Em 29 de
janeiro de 1902, voa com SD-6, em Monte Carlo a convite do príncipe Dino, que
havia construído na Boulevard La Condanine um aeródromo e um hangar para os
balões.
Voltando
à França o brasileiro constrói o SD-7, uma máquina para corridas, conforme ele
mesmo descreveu:
- O Número 7, que eu chamo de minha aeronave
de corrida, o reservo para as provas importantes, pois só as despesas de seu
enchimento com hidrogênio elevam-se a mais de 3.000 francos. É verdade que uma
vez cheia, posso guardá-la durante um mês, com uma despesa diária de 50 francos
para a substituição do hidrogênio, que me faz perder, em cada 24 horas, o jogo
das condensações e dilatações. Sua capacidade de gás, que é de 1.257 metros
cúbicos, dá-lhe duas vezes a força ascensorial do número 6, ganhador do Prêmio
Deutsche. E tal é o peso necessário do seu motor de 60 cavalos, de 4 cilindros
e resfriamento a água, tal também é o peso proporcional da maquinaria, que não
precisarei tomar, com este modelo, mais lastro do que se exigia do SD-6.
Enfim, o SD-7 está mais tecnológico.
Dias mais
tarde, em 10 de abril de 1902, o passageiro mais ilustre que desembarcou do
Vapor Deutchland, na cidade de Nova Iorque, com a aba do chapéu de feltro presa
à mão esquerda, terno cinza escuro com riscas claras, camisa de colarinho duro
e alto, foi Alberto Santos-Dumont, cerimoniosamente, recebido por um grupo de
cientistas norte-americanos e admiradores. Entre eles, Tomás Edison.
Depois de uma semana de compromissos oficiais na cidade, Santos-Dumont viaja
para Saint Louis. A convite da comissão de festas das Comemorações do Centenário
da Aquisição do Estado de Louisiana para participar de uma corrida histórica de
dirigíveis. O que não aconteceu. Seu SD-7 foi vandalizado numa ação criminosa
de sabotadores que o deixou inutilizado.
De volta
à França, o inventor retoma seus trabalhos na Oficina de Saint-Cloud. Descarta
a possibilidade de construir o SD-8 por superstição, devido ao acidente com o
SD-5 no dia 8 de agosto de 1900. A partir daí, começa os estudos e a construção
do SD-9, amparado por um projeto de concepção mais avançado. Imaginava criar
uma aeronave menor, mais leve e muito ágil. Depois fabricado o balão e,
terminada a fase de testes, Santos-Dumont fez uma apresentação no ar do novo
aeróstato ao corpo técnico do Aeroclube da França, revelando:
- Foi assim que construí o número 9, o menor
dos dirigíveis possíveis, e apesar de
tudo, muito prático. A princípio, a capacidade do meu balão não era senão de
220 metros cúbicos, e eu só podia carregar a quantidade de lastro inferior a 30
quilos. Voei nele nestas condições durante semanas. Até que elevei essa
capacidade a 261 metros cúbicos - o balão número 6, herói do Prêmio Deutsche,
cubava quase 3 vezes esse número (...). Como já disse, meu motor Clément, de 3
cavalos, pesa 12 quilos. Não se pode esperar grande velocidade de semelhante
máquina: minha valente Balladeuse, não obstante, não me fornece menos, de 20 a
30 quilômetros por hora, sobre o Bosque, apesar de sua forma oval, que parecia
não a predispor para fender o ar.
Para registrar mais um capítulo de uma história de amor ao balonismo,
Santos-Dumont lança em Paris seu primeiro livro: Dans L'Air em que narra suas experiências aéreas balonísticas.
- Tinha que escrever esse livro para colocar
algo muito importante para fora, que é a emoção de sobrevoar Paris com minhas
máquinas voadoras – justifica.
Na
manhã de 7 de setembro de 1903, Santos-Dumont desembarca em terras brasileiras
e encontra acolhida calorosa à sua pessoa ao som da canção: A Europa curvou-se
ante o Brasil, do compositor Eduardo das Neves. Em outubro, depois de percorrer
várias capitais do país e inaugurar obras em sua homenagem, visita Belo
Horizonte, onde foi recebido com as honras de um filho ilustre.
A festa
de recepção na Capital Mineira começou na estação ferroviária com salvas de tiros
de fuzil, foguetes e banda de música. Depois, acompanhado pelo presidente do
estado Francisco Salles e do seu tio, desembargador Torres Dumont, o cientista
toma uma Landau Inglesa, carruagem do século 18, puxada por quatro cavalos
brancos para desfilar pelas ruas da cidade.
A
primeira parada foi na Avenida do Comércio, quando o Pai da Aviação descerrou a
placa com o novo nome daquele logradouro público: Avenida Santos-Dumont. No dia
seguinte, mais homenagens culminando com um grande baile no Automóvel Clube.
Em 03 de
abril de 1904, o jornal ‘L’Officie’ publica o Decreto nomeando Alberto
Santos-Dumont como Cavaleiro da Legião de Honra da França.
* FBN© - 2013 – Santos-Dumont Apresenta Balões Cada vez mais Avançados –
Cap. 21 de SANTOS-DUMONT. A FORÇA DE UM SONHO – Gênero: Biografia Enovelada –
Autor: Welington Almeida Pinto - Categoria: Prosa Infanto-Juvenil – Texto
original em português - IIustr.: Imagens da Internet - Link: http://albertosantos-dumont.blogspot.com.br/2008/09/santos-dumont-apresenta-bales-cada-vez.html
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